Chris é a capa da revista GQ do mês de setembro e junto com isso veio um photoshoot incrível e entrevista, onde Chris contou à revista casos dele com a família. Então senta que lá vem estória!

O cenário é um dia ao ar livre na escola da filha mais velha de Chris, India. A escola havia organizado um evento onde as crianças e os pais podiam competir em diversas brincadeiras, como a corrida do ovo na colher, por exemplo. Clássico. Depois de ver sua primogênita competir nos jogos, Chris decidiu dar um conselho de pai, “Eu fui tipo, ‘Está ótimo, querida. Não é sobre vencer.’ “ Mas se ele é um vingador, então iria vingar sua filha. Um dos jogos era uma corrida entre os pais. Enquanto os outros pais estavam preparados, com roupas apropriadas, Chris estava de Jeans e botas. Nada muito animador. Logo a largada foi dada, mas Chris teve um mau começo. Onde está o James Hunt interior? Bom, ele estava lá. Porque de uma forma ou de outra a linha de chegada se aproximou até que, de repente, ele era o campeão! Tudo pelas crianças. “Teve apenas essa onde de Nirvana”, Chris recorda. “Eu me virei e fiquei, ‘onde está milha filha? Onde ela está? E ela tipo, ‘Papai, você venceu?’ e eu tipo, ‘Se eu venci? Você não viu?! Eles me deram um adesivo. Um adesivo de primeiro lugar.”

Hemsworth ligou para a esposa, a atriz Elsa Pataky, que assim como a filha perdeu o grande momento. Pataky estava filmando neste dia, mas ouviu tudo sobre a Corrida dos Papais – repetidamente. “Eu nunca o vi tão animado, nem mesmo por pegar um grande trabalho,” Elsa diz com uma risada. “isso provavelmente foi uma das melhores coisas que aconteceu na vida dele, o que é engraçado, certo? Todas as coisas que ele conquistou.”

 

 

No dia seguinte, Chris teve que pegar um avião e voar para Londres para gravar seu próximo filme. Ele esteve em Byron Bay, Australia – Onde mora com a família – por alguns meses, e sua filha estava perturbada com sua partida. “Ela normal é tipo, ‘É, até mais papai. Legal.’ Ela tava ‘Papá! Papá! Papá!’ Ela não costuma me chamar de Papá, também.” Chris achou a camisa que tinha usado no dia anterior, com o adesivo, e ofereceu a ela. “Eu não estava chorando, mas …” Mas isso o despedaçou.

Um ator valorizando sua família não é especialmente incomum. Mas uma estrela globalmente famosa que é tão sincera sobre esses sentimentos em público quanto ele é em particular, bem, esse não é o tipo de estrela de ação que Hollywood tradicionalmente produziu. A abertura e a cordialidade de Hemsworth quando ele fala sobre sua família não se perdem entre os fãs – especialmente as fãs do sexo feminino, que não costumam ouvir homens famosos falando abertamente sobre as dificuldades de fazer malabarismos, em uma carreira exigente, para criar dos filhos. “Obviamente, as mulheres são perguntadas o tempo todo: ‘Como você equilibra isso?’ Nunca se perguntou isso aos homens”, Tessa Thompson, sua colega de cena em Thor: Ragnarok, e no próximo filme Homens de Preto, conta à GQ. A franqueza de Hemsworth sobre suas prioridades paternas é cativante, ela diz, porque é simples “É tão amável, porque é realmente honesto.”

 

 

De volta a quando Hemsworth começou a estrelar em Hollywood, era melhor ser um rebelde do que um pai. Ele apareceu durnate alguns anos na novela australiana home and Away e chegou na América em 2007, durante o que pode ser descrito como a era de ouro do bad boy hollwoodiano. Era uma época onde uma sex tape ou um problema com drogas podiam ser desculpados com um piscar de olhos, ou até ser recompensado. Naquela época, o caminho para o estrelato parecia claro o suficiente.

“Eu me lembro de tentar ser Colin Farrell. Pensando, ‘As pessoas amam os bad boys.’ Saindo por aí, sendo meio imprudente. Mas ninguém ligou,” Chris recorda. “Não tinha presença de paparazzi, nem presença de social media, nem o imediatismo de todas essas plataformas.” Ele é rápido em esclarecer que ele não estava fazendo nada ruim ruim em seus dias de inocência – “Só, tipo, ficando bêbado.”

 

 

Leves como eram, esses dias passaram rápido.  Hemsworth e Pataky se conheceram em Los Angeles em 2010. “Ele era bem maduro pra sua idade,” Elsa lembra. “Eu podia sentir totalmente que ele amava crianças. E isso é algo que simplesmente te derrete, como mulher.” Ele se casaram super rápido. Foi uma jogada potencialmente radical no momento: Tinha um sentimento de que uma estrela em ascensão devesse ser solteira. Uma vez um publicitário – não dele – aconselhou Chris a não deixar as pessoas saberem muito sobre sua vida pessoal. ” ‘Quanto mais eles sabem sobre você, mais difícil é para as pessoas acreditarem no seu personagem,’ “ ele lembra o publicitário falando com ele. “Eles querem acreditar na fantasia de que aquilo poderia ser eles na tela naquela situação, fazendo qualquer coisa.”

Naquela época, como agora, Hemsworth parece com o arquétipo de homem líder – ele tinha os olhos azuis, o eterno bronzeado, o sorriso e músculos que ninguém tinha visto antes. E ele pegou os papéis de arquétipos de homem líder. Seu trabalho que deu visibilidade para ele nas telonas foi em 2011, quando chris interpretou o deus nórdico: o sério, inabalável macho Thor. Da qual seguiu uma série de papéis unidimensionais semelhantes. Sua trajetória parecia ordenada.

Mas para aqueles que o conheciam bem, isso tudo parecia estranho. “Foi muito chocante para minha família e amigos quando eu estava na tela fazendo um tipo de coisa direita, heroica, muito masculina,” Hemsworth diz.

 

 

Recentemente, espectadores viram realmente o que ele é. O tempo no purgatório dos galãs acabou. Hemsworth re-emergiu como um ator ansioso para espetar os velhos esteriótipos. Eles experimentou essas águas como um secretário bobo no remake de 2016 de Caça-Fantasmas. E no último ano, no terceiro filme da franquia de Thor, ele interpretou uma versão reinventada do seu velho personagem machão – um herói com menos certeza de si mesmo, alegremente masculinizado nas mãos de Tessa Thompson. Hemsworth e o direto Taika Waititi queriam criar um Thor que pudesse mostrar vulnerabilidade – eles tinham mais Kurt Russel em mente do que Clint Eastwood. “Sem querer dizer que Kurt Russel algum dia foi “menos masculino” do que os heróis contemporâneos,” Waititi explica. “[Seus personagens eram] apenas mais falhos que os heróis contemporâneos”.

Nesta prima-vera estrela no suspense Bad Times at the El Royale (Maus Momentos no El Royale) – Um filme que o animou pelas mesmas razões que o último Thor: Não parecia seguro ou completamente convencional. “Tem tipo uma energia de Tarantino nisso,” Hemsworth diz. “É um suspense e um drama, mas tem alguns momentos humorísticos – de um jeito doido. Eu só quero ser surpreendido. Eu tenho um medo real de ficar entediado.”

É conveniente para Hemsworth que o público tenha ficado entediado com a perfeição, masculinidade arquetípica na mesma hora que ele. E sorte dele, ele tem mais a oferecer, de qualquer forma. Expectadores agora querem personagens que se sentem humano e  falível nas telas. Eles querem se conectar com o que é real e relacionável fora d atela, também. A era de ouro do bad boy deu lugar a outra coisa – uma nova época do pai bonito, uma espécie de figura cultural que Hemsworth incorpora genuinamente e sem esforço.

 

Fim da parte 01 da entrevista. Em breve parte 02.